Inovação e tecnologia marcam a estreia da PTC na LAAD 2013

Fornecedora apresentará as tecnologias que têm contribuído para impulsionar mundialmente a indústria aeroespacial e de defesa

A estratégia nacional de defesa do Brasil, que foi divulgada em 2008 e revisada em 2012, não deixa dúvidas de que o país precisa e irá efetivamente investir mais na sua capacidade de proteção e segurança. Com base nas perspectivas de expansão desse mercado, a PTC, especializada em soluções tecnológicas para o setor industrial, e com grande expertise no setor aeroespacial e defesa (A&D), participará pela primeira vez da LAAD Defence & Security – Feira Internacional de Defesa e Segurança – o maior evento desse segmento na América Latina, que acontecerá no período de 9 a 12 de abril, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O objetivo da empresa é ampliar sua base de clientes desses segmentos no mercado nacional, demonstrando em seu estande (B 29), aos mais de 30 mil visitantes esperados, suas tecnologias inovadoras, capazes de tornar os fabricantes de aeronaves, sistemas, armamentos e demais produtos dessas áreas, cada vez mais rápidos, eficientes e competitivos.

“Pela primeira vez vamos estar ao lado dos nossos clientes nacionais e mundiais das áreas de A&D, dentre os quais se incluem a Marinha, Exército e Aeronáutica brasileiras, Imbel, Mectron, Odebrecht, Embraer, EADS, Boeing, Lockheed Martin, Raytheon e outros que também estarão presentes na feira”, destaca Hélio Samora, diretor da PTC para a América Latina. Na avaliação do executivo, a complexidade dos processos das empresas desses setores requer o emprego de soluções tecnológicas de ponta e igualmente sofisticadas, que lhes permita atender aos pré-requisitos rigorosos tanto para a produção, como para o gerenciamento de componentes e dos serviços de suporte e manutenção.

Nesse sentido, um dos principais destaques da companhia na LAAD será o PTC Windchill, a solução de PLM (Product Lifecycle Management) que permite acompanhar todo o ciclo de vida do produto, desde o esboço do projeto até o seu descarte. “A indústria de A&D já está bastante familiarizada com essa tecnologia, principalmente no exterior e a PTC tem sido uma parceira presente e confiável”, destaca Samora. O argumento se respalda não só na extensa e significativa carteira de clientes desses setores que a empresa possui, como também em recente pesquisa realizada pela CIMData, consultoria especializada em estratégias de PLM, que classificou a PTC líder no fornecimento de cPDM (collaborative Product Definition management – gerenciamento colaborativo de desenvolvimento de produtos) e serviços para a indústria A&D, e ainda afirmou que nos últimos anos a empresa vem registrando a maior taxa de crescimento em comparação a outros fornecedores desse mercado. A CIMdata calcula que o mercado mundial de tecnologia PLM e serviços relacionados deverá chegar a quase US$ 50 bilhões até 2016.

O portfólio de PLM da PTC inclui também outras soluções como Application Lifecycle Management (ALM) – que ajudam a gerenciar o desenvolvimento de software embarcado em produtos “inteligentes” -, bem como a inclusão de capacidades para a gestão da cadeia de suprimentos (SCM), além da solução de Service Lifecycle Management (SLM), que foi incorporada ao Windchill após a compra da Servigistcs pela PTC no ano passado, e que se caracteriza por apresentar grande capacidade para o gerenciamento de informações das áreas de garantia e gestão de contratos, peças de reposição e informações técnicas – incluindo mobile delivery. “A tecnologia SLM propicia aos fabricantes e às suas redes de parceiros melhor planejamento e controle dos serviços prestados aos clientes, o que irá se traduzir em maiores ganhos”, destaca Samora.

Outro destaque na LAAD será a família de produtos PTC Creo, um conjunto de soluções para projeto mecânico e eletrônico de produtos (CAD/CAM/CAE), cujo principal diferencial é a capacidade de unir dois tipos de modelamento, o direto e o paramétrico, solução amplamente utilizada em empresas como Imbel, CTA, NASA, Boeing Aerospace, Lockheed Martin, Raytheon, BAE Systems e outras empresas do setor.

Empresas Não Querem Clientes Fiéis. Querem Clientes Leais!

Gladis Costa, Gerente de Marketing da PTC

O fato de você consumir produtos ou serviços de um determinado fornecedor, sejam eles alimentos, companhia aérea, oficina mecânica, banco ou padaria não significa necessariamente que você seja um cliente leal. Mostra apenas que de uma forma conveniente você tem suas requisições atendidas. Você frequenta a padaria porque fica perto de sua casa, viaja com uma determinada companhia aérea porque ela tem programa de milhagem, é cliente de um banco porque suas contas estão em débito automático e dá trabalho desativar o serviço, melhor deixar como está.

Vamos refletir um pouco sobre a prestação de alguns serviços: se mudar de casa ou bairro, você acha que continuará frequentando a padaria, o supermercado, o cabeleireiro, a oficina do bairro? Se você é apenas um cliente fiel provavelmente não. Vale aquela máxima “foi bom enquanto durou”, mas se você realmente gostar da forma como é atendido na padaria, por exemplo, vai continuar comprando seu pãozinho francês e tomando café exatamente do jeito que você gosta. Bom, se meu cabeleireiro mudar, espero que não vá para muito longe porque gosto muito dele – penso que apesar de treinamento, existe a técnica, a “mão” como costumamos dizer, e isto é fundamental. Meu dentista já mudou umas quatro ou cinco vezes desde que eu o conheço – e eu continuo seguindo. Por outro lado, se o gerente do banco mudar, pode ser que não me importe, pois utilizo muito a internet, então, não existe, de fato, uma relação muito próxima.

A diferença está na qualidade do relacionamento – quando ele é transparente, respeitoso, mostra credibilidade, você será mais do que um cliente fiel, vai ser leal. É por isto que as pessoas vão tão longe para comer um determinado prato, às vezes até fora da cidade, cortam o cabelo naquele “aviãozinho” que sentavam quando eram crianças, quando ainda existia a figura do “barbeiro”. Com profissionais de beleza, mecânicos, dentistas, empreiteiros, a mesma coisa: eles se mudam e os clientes mudam junto, ou pelo menos, mantém o contato. Eles seguem o fornecedor.

Clientes leais acreditam tanto em seus fornecedores que acrescentam até um meu quando se referem a eles: meu mecânico, meu cabeleireiro, meu corretor, meu dentista, meu advogado. Indicam, recomendam e mais do que isto, às vezes até ligam para o profissional avisando que um amigo vai ligar, só para garantir que ele possa ser tão bem atendido quanto eles próprios são. Como se consegue isto? Porque fidelidade é conveniente, é uma transação comercial, não tem a ver com emoção. Li dia desses que produtos são feitos nas fábricas enquanto que marcas são criadas no coração. Talvez seja por isto que usuários da Apple e Blackberry gostem tanto de seus produtos, defendem com unhas e dentes mesmo, são fãs de carteirinha.

O fato é que algumas empresas já perceberam o valor real do cliente. Sabem que um cliente bem atendido é um porta-voz espontâneo, faz um marketing boca-a-boca muito eficiente. Elas ganharam a mente, o coração e depois o poder da decisão deste público, ou seja, o bolso; a compra, no fundo, é consequência de um relacionamento de confiança.

Estas empresas sempre superam as expectativas, porque sabem que oferecer o prometido é só o dever de casa. Em suas campanhas, já deixaram de usar o Ilmo. Sr./Sra. porque sabem com quem estão falando, conhecem nossos hábitos de consumo e só vão oferecer aquilo que queremos ou precisamos. E às vezes nem sabemos que precisamos.
É claro que ganham dinheiro, este é seu core business, mas quando lançam um produto, sabem exatamente quem vai comprar. O produto tem a nossa cara, é quase pré-configurado. E como a gente gosta de ser lembrada, a gente fica feliz! É um jogo onde todo mundo ganha. Vida longa aos relacionamentos!

15 Dicas para Identificar um Futuro Engenheiro

Por Maria Doyle, consultora especializada em alta tecnologia

 

As crianças já nascem engenheiros? A capacidade de ser engenheiro é um dom como o talento artístico ou musical?

A engenharia voltou a ser a bola da vez, e continua no topo das preferências da lista das carreiras mais bem remuneradas. Mas é preciso mais do que um mero desejo para ser  um engenheiro, porque a profissão requer habilidade, paixão e uma carreira acadêmica com muitos desafios. É possível identificar essa paixão em crianças, na forma como elas exploram o mundo ao seu redor e, quando adolescentes, no jeito como eles começam a avaliar as carreiras disponíveis e pensar no futuro.

Engenheiros são habilidosos, curiosos, criativos e, muitas vezes, donos de um grande senso de humor. Eles geralmente acham que podem consertar tudo e nunca dirão: “Não consigo”. Além disso, possuem forte interesse em matemática e ciências, o que é um bom indicador de que, caso se tornem de fato engenheiros, terão sucesso no futuro.

Muitas vezes pensamos que existe uma “personalidade de engenheiro” ou que são pessoas que apresentam certos traços de personalidade em comum. Listei 10 maneiras que podem ajudar você a ser capaz de detectar um futuro engenheiro.

Futuros engenheiros são:

1. Curiosos, criativos e adoram descobrir como as coisas funcionam
2. Sempre perguntam “Por que?” e “Como?”
3. São fascinados por Legos, K’NEX, Magnetix e outros brinquedos de montar                                                                                                                                    4. Possuem forte interesse em ciências e matemática e apresentam habilidades fortes nessas áreas
5. Lógicos, gostam de desenvolver teorias e explicações
6. Curiosos, gostam de desmontar as coisas para tentar torná-las melhor
7. Estão sempre à procura de uma maneira melhor de fazer as coisas
8. Normalmente são perfeccionistas e gostam de ordem e estrutura
9. Tenazes, geralmente adoram uma boa discussão ou debate
10. São interessados em resolver os problemas do mundo

Nos Estados Unidos, tem crescido o interesse por estudantes de disciplinas classificadas como STEM – da sigla em inglês para as áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática – porque podem ser mais competitivos na economia mundial. Hoje, apenas 5% dos trabalhadores norte-americanos estão empregados em áreas relacionadas à ciência e engenharia, mas respondem por mais de 50% da expansão econômica do país.

A revista Time e outras publicações têm explorado essa questão e discutem possíveis soluções, tais como melhoria da qualidade do ensino da matemática e da ciência através de um melhor recrutamento e formação, colocando as crianças em contato com essas áreas e usando bolsas e incentivos para que escolham carreiras STEM. Infelizmente, muitos estudantes não estão preparados para esses programas devido à qualidade da educação que estão recebendo no ensino fundamental e médio.

Com a tendência de levar mais estudantes para se interessar por disciplinas STEM na faculdade, há também o perigo de induzir as crianças para esses campos, mesmo quando  não possuem uma paixão real ou habilidades para isso. Uma criança precisa seguir sua própria vocação para ter sucesso a longo prazo.

Seguem mais cinco indicadores que podem ser percebidos em adolescentes interessados em seguir carreira na área de engenharia. Essas características podem servir de guia para a tomada de decisão.

São pessoas que:

1. Desenvolveram aplicativos para telefones, por exemplo
2. Começaram uma pequena empresa ou criaram um produto
3. Têm feito programação de computador
4. Atigiram o nível máximo em matemática em suas escolas
5. Cursaram quatro anos de ciência (com alguma formação técnica ou estágio na área)

Você vê essas características em si mesmo e nos outros? O que mais gostaria de acrescentar nessa lista? Se você é um engenheiro, como fez a seleção desta carreira? Que conselho você daria aos adolescentes que estão interessados em seguir um curso de engenharia?

PTC, NASA e Case Western University criam parceria tecnológica

O objetivo é fortalecer o curriculo de Engenharia e preparar os alunos para o mercado profissional

Dando continuidade à missão de proporcionar aos alunos de engenharia a oportunidade de ampliar suas habilidades ligadas a desenvolvimento de produtos e expertise na área, a PTC criou um programa, em conjunto com a Case Western Reserve University, localizada no estado de Ohio, nos Estados Unidos e com a NASA, para apoiar o projeto denominado SPACE, da sigla em inglês para “Parceiros Estratégicos para o Progresso da Engenharia Colaborativa”. A iniciativa reúne empresas líderes globais no desenvolvimento de produtos e profissionais de universidades de engenharia e de negócios com o objetivo de fomentar parcerias para educação e pesquisa. O objetivo é incentivar a colaboração entre a indústria e a área acadêmica, além de propiciar experiências significativas focadas na solução de PLM, da sigla de Product Lifecycle Management, ou gestão do ciclo de vida do produto.

“A comunidade acadêmica precisa despertar o interesse dos alunos e, depois, manter esse interesse para que sigam carreira nas áreas técnica e de engenharia”, destaca Michael Grieves, consultor da NASA especializado em PLM. “Quanto antes os alunos se envolverem com projetos significativos e com o uso de softwares específicos, melhor estarão preparados para empregar esse conhecimento em suas carreiras. São esses os profissionais que utilizam as tecnologias digitais que criam,  fabricam e que vão fazer chegar ao mercado a próxima geração de produtos “, enfatiza.

“A Case Western Reserve orgulha-se de proporcionar a seus alunos uma educação que combina teoria e aplicações práticas em um currículo integrado”, afirma Iwan Alexander, presidente do departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da universidade. “A possibilidade de trabalhar com a PTC e com o NASA Glenn Research Center vai ajudar nossos alunos a se tornarem mais atraentes para os empregadores em função da oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em design e fabricação relacionados a problemas reais do setor aeroespacial”.

Para esse projeto, a PTC irá doar as soluções PTC Windchill e o PTC Creo, bem como toda a infraestrutura de hardware no sentido de criar um ambiente propício para que os alunos possam projetar, testar e simular novos produtos. Com essa iniciativa, a PTC irá formar o núcleo Product Lifecycle Management of Excellence da Case Western Center que será integrado ao currículo de Engenharia da universidade. A Case Western University e o Glenn Research Center da NASA, por outro lado, irão trabalhar em conjunto para fornecer aos alunos projetos que deverão ser finalizados por eles, dando-lhes assim uma oportunidade de entender o ambiente de produção e implementar as melhores práticas em um projeto real.

“O trabalho de engenharia mudou. A globalização do processo de design, o aumento da complexidade do produto e da pressão regulatória contribuíram para a conscientização de que a solução de PLM e o trabalho colaborativo tornaram-se habilidades necessárias para os graduados”, alerta John Stuart, vice-presidente sênior de educação da PTC. “A PTC tem o compromisso de apoiar indivíduos e instituições dedicados à educação de qualidade, contribuindo para otimizar o desenvolvimento do produto moderno.”

A Plataforma Acadêmica Windchill é administrada e mantida  pela PTC e pela Case Western Reserve University e oferece uma solução PLM on-demand, pré-configurada e fácil de implementar, servindo de exemplo para outras universidades norte-americanas. A plataforma inclui o acesso aos módulos PTC Windchill ProjectLink , PTC Windchill PDMLink e PTC Windchill RequirementsLink, e também irá incluir um programa para o desenvolvimento de instrutores. Esta plataforma permite integrar os conceitos de PLM em currículos existentes, capturar dados de engenharia mecânica, colaborar com as equipes de alunos e dar a eles uma visão de um ambiente moderno de desenvolvimento de produto que vem sendo usado por 27 mil empresas no mundo todo.

Automóveis High-Tech Protegem Motoristas Adolescentes

Por Anita Berryman, Global Corporate Communications  – PTC-USA

 

Poucas palavras podem aterrorizar tanto o coração da mãe de um adolescente como estas: “Agora eu tenho carta. Já posso dirigir!”

Como mãe de dois adolescentes, estava assistindo a uma reportagem do Los Angeles Auto Show (um programa de TV americana), sobre  os avanços da tecnologia automotiva especificamente orientada para jovens condutores.

O relatório mencionou uma característica da Hyundai Motors que permite que um veículo envie mensagens de texto para os pais se um adolescente estiver dirigindo muito rápido ou se estiver saindo de um determinado perímetro geográfico.

Essa tecnologia tem um grande potencial de negócios. De acordo com uma notícia publicada no US News & World Report,  existem quase 10 milhões de motoristas adolescentes nos Estados Unidos. Se adicionarmos a esse número os de outros países, pode-se constatar que há uma grande oportunidade de mercado para essas tecnologias, assim como para os fabricantes de automóveis, é uma relação benéfica para todos.

A Ford foi uma das primeiras montadoras a adotar a tecnologia destinada a aumentar a segurança dos motoristas adolescentes. O MyKey da Ford estreou como um item de fábrica do Focus 2010 e agora é oferecido sem custo em quase todos os modelos Ford e Lincoln.

O MyKey utiliza um chip que fica na chave do veículo para permitir aos pais limitar a velocidade dos motoristas adolescentes para 80 km/h. Os pais também têm a opção de fazer com que o carro emita um sinal sonoro se o adolescente passar dos 45, 55 ou 65 km/h. Além de limites de velocidade, o MyKey também controla o volume do áudio e emite um sinal sonoro de seis segundos de duração a cada minuto se o motorista não estiver usando o cinto de segurança. Esse recurso silencia o rádio de até que os ocupantes usem o cinto de segurança.

Pioneira na indústria a se preocupar com os desafios oriundos da atitude distraída ou desconcentrada na direção, a Ford adicionou um recurso à tecnologia MyKey para bloquear as chamadas telefônicas e mensagens de texto enquanto os adolescentes estão no volante. Chamado de Do not Disturb (Não Perturbe), esse recurso foi introduzido pela primeira vez em 2011, e tornou-se disponível  no início de 2012  como uma forma de os pais controlarem seus filhos através do MyKey.

A Hyundai oferece em todos os modelos o sistema Hyundai Blue Link, o qual disponibiliza aos adolescentes três itens de segurança: o Geo-fence (uma espécie de cerca eletrônica), Curfew Alert (toque de recolher) e o  Speed Alert (alerta de velocidade), que permitem aos pais definir e estabelecer parâmetros específicos para as fronteiras geográficas, tempos de toque de recolher e os limites de velocidade. Quando qualquer parâmetro for excedido, os pais são notificados via mensagem de texto, e-mail ou telefone.

Da mesma forma, a General Motors oferece o Family Link, um ítem opcional do popular sistema OnStar. Com isso, os pais podem ver exatamente onde seus condutores adolescentes estão.  E ainda podem optar por ter o sistema de e-mail ou obter a localização do carro via SMS em intervalos definidos.

Mas a tecnologia sozinha não vai manter os adolescentes seguros.

O site Centers for Disease Control and Prevention (CDC) promove o Parents are the key to safe teen drivers (Os pais são a chave para proteger motoristas adolescentes), um programa para aumentar o envolvimento dos pais no estabelecimento de hábitos de condução segura para os adolescentes. O programa oferece ferramentas e recursos, incluindo o Parent-teen driving agreement, um contrato destinado a documentar o compromisso de o adolescente observar as regras de condução segura.

O  Insurance Institute of Highway Safety (IIHS) defende o fortalecimento das leis de licenciamento de motoristas focado em cinco áreas-chave: idade permitida, horas de aulas práticas de direção, licenças por idade, direção noturna, e as restrições de passageiros para reduzir o número de acidentes com automóveis conduzidos por adolescentes. Curiosamente, o CDC não menciona qualquer das tecnologias para automóveis discutidas acima.

Como mãe de adolescentes estou aberta a todas as ferramentas e recursos disponíveis para ajudar a manter os motoristas dessa faixa etária seguros. A melhor abordagem é um híbrido que combina o uso de tecnologia com envolvimento dos pais, diretrizes, educação e  leis rígidas de licenciamento.

Os adolescentes de hoje são tecnologicamente mais experientes do que qualquer geração anterior. Embora não se possa afirmar com certeza se eles irão acolher os recursos de monitoramento de automóveis, é evidente que se lhes for dada uma opção entre ser monitorado ou não dirigir, a tecnologia vai ganhar.

O que você acha? O carro pode ajudar a manter a salvo o adolescente por meio do uso da tecnologia, promovendo hábitos de condução segura e notificar os pais de violações de segurança? Ou você vê esta tecnologia como invasiva e sente que a orientação dos pais e o medo, por parte dos adolescentes, de perder privilégios de condução já é um incentivo lógico suficiente para os jovens de hoje?

 

Empreender: Intuição ou Estratégia?

Há algum tempo postei uma enquete no site Mulheres de Negócios do LinkedIn, grupo que criei há três anos e que já conta mais de 4800 profissionais cadastradas.

Meu interesse era entender como funciona a mente da mulher empreendedora. Queria entender como nasce um negócio. Ele nasce de uma ideia e depois cria corpo no formato de um business plan ou pode acontecer de outro jeito? Será que é importante ter um plano formal, uma estratégia, uma análise de mercado, estas coisas todas?

Então, coloquei a pergunta no grupo e algumas mulheres, empreendedoras responderam e foi muito interessante aprender as lições compartilhadas no post, tipo “faça isto” ou “isto não funciona”, porque a gente aprende de diversas maneiras, lendo, ouvindo, olhando, mas aprende também com quem já esteve lá e que hoje podem apresentar as melhores práticas para gerir seu próprio negócio.

As mulheres foram muito claras em seus depoimentos. Vou chamá-las aqui pelo primeiro nome, por uma simples razão: quero que simbolizem a mulher empreendedora. Então, a Malu, a Eliana, a Liane, existem, são mulheres reais e você pode ler nos posts do grupo seus depoimentos na íntegra, mas penso que elas são uma amostra do que se faz no mundo do empreendedorismo. Dão dicas de quem aprendeu fazendo, por isto são cheias de vivências ricas que devem ser levadas em consideração ao se pensar num novo negócio – depoimentos valiosos e pelos quais sou muito grata.

Começando literalmente pelo princípio, Eliana comenta que até a criação do mundo seguiu um plano. É preciso ter um plano A e um plano B, formal, detalhado, e sempre levar em consideração uma demanda a ser atendida. Facilita a vida. Malu acha que o país tem uma característica empreendedora, gostamos de criar negócios, gerir nosso próprio trabalho, mas quem nunca seguiu um plano, corre um risco maior. É preciso olhar para os lados, ver a concorrência, entender a sua área de atuação, visualizar riscos e oportunidades. Vivian e Renata começaram seu negócio pela paixão – que tem até hoje, mas relatam que se tivessem um plano mais formal, teriam evitado algumas falhas e agilizado alguns processos. É uma lição de “melhores práticas” porque pregam veementemente a criação de um plano para nortear as ações da empresa – e ajustar ao longo do caminho, quando se fizerem necessárias. Com isto concordam Gisele, Djenane e Adenizia: sem plano não há negócio. Como criar um negócio sem saber o que se esperar dele? Monica recorreu a sabedoria do Sebrae e da FGV para sedimentar seu conhecimento sobre empreendedorismo e entender o que aconteceu de errado em algumas iniciativas – hoje muito claras após ter uma visão mais estratégica do que queria fazer.

Rita e Liane acham que a intuição e a paixão são as molas propulsoras para qualquer ação que tomamos em nossas vidas. Sem elas não há negócio que prospere, tendo ou não um bom plano. É preciso gostar do que se faz. Para elas é uma jornada – e não é solitária – é necessário todo o apoio necessário para se obter sucesso. Edeméia resume a iniciativa em três partes: o que fazer, como fazer e qual o custo.

O que aprendi através de alguma leitura e dos comentários postados é que as mulheres, diferentes dos homens, empreendem bastante, mas não tem o mesmo retorno, porque são mais cautelosas em seus investimentos, gostam de ter alguém como conselheiro, especialmente alguém da família, sentem-se confortáveis em áreas que conhecem – como serviços (moda, estética, livrarias, lojas, cafés, alimentação). Homens se arriscam mais, agregam inovação tecnológica e contratam mais. Na maioria dos casos, mulheres empreendem por necessidade, ou seja, precisam complementar a renda familiar, saíram de um emprego formal, enquanto os homens empreendem por oportunidade, por vislumbrar um novo negócio, um nicho, um segmento, um risco maior, mas conseguem um retorno na mesma proporção.

Estes dados estão no relatório do GEM – Global Entrepreneurship Monitor, num amplo estudo feito em parceria com Sebrae, um valioso documento que pode ser um Bíblia para todos aqueles que quiserem empreender no país. De acordo com o mesmo estudo, em 2009, o Brasil possuía cerca de 33 milhões de pessoas desempenhando alguma atividade empreendedora. É um belo número! Mais interessante ainda é saber que entre os empreendimentos nascentes houve aumento entre os que são motivados por oportunidade, ou seja – estamos arriscando e inovando mais, boas notícias para o país.

Por que nosso estilo de vida high-tech requer produtos mais inteligentes

Por Beth Ambaruch, Corporate Communications at PTC/USA

Preciso de um assistente. Do tipo virtual.

Alguém que possa gerenciar o caos diário na minha casa. Alguém que possa me dizer quando a despensa está vazia e o que é preciso comprar. Alguém que possa me lembrar das aulas de música,  karatê, teatro e das viagens de negócios do meu marido e que esteja disponível quando e onde eu estiver o dia todo.

Lá se foram os dias em que apenas utilizávamos os produtos, agora queremos interagir com eles. Preciso do carro para me levar até a escola, para a aula de música, mas também para  que ele me lembre do próximo compromisso. E ainda que me mostre o itinerário, porque  sempre me perco.

E já que estamos falando sobre isso, este carro também deveria avisar se estou correndo demais, se há pouca gasolina e indicar o posto de combustível mais próximo e ainda se há necessidade de trocar o óleo.

Parte dessa tecnologia já está disponível. Os fabricantes de automóveis estão trabalhando arduamente junto às equipes de  desenvolvimento para encontrar novas maneiras de encantar o cliente e tornar a nossa vida mais fácil por meio de aplicativos inteligentes. A General Electric chama este momento de  “a era de Revolução Digital”, que em  sua concepção envolve a construção de itens como sensores de dados que enviam sinais de alerta que podem prever quando um produto precisa de manutenção. Gosto disso, seria um item a menos da minha lista sempre longa de coisas a fazer.

Agora, sobre a casa: gostaria de morar em uma casa semelhante àquela dos Jetsons (desenho animado sobre uma família que vive num mundo futurista) e de ter um assistente virtual e sempre presente que soubesse que a nossa família gostaria de sair de férias no próximo mês e, então,  sugerir viagens mostrando as opções por meio da TV. Ou  também que soubesse quando  estou apenas a alguns minutos de casa e, assim, acendesse as luzes e aquecesse a casa para que a encontrasse iluminada e aconchegante ao chegar. E enquanto estou criando esta lista de desejos maravilhosos – não vamos esquecer a saga “lição de casa” de todas as noites. Seria ótimo se o meu assistente lembrasse as crianças de fazer o dever de casa.

Os consumidores como eu estão exigindo produtos mais inteligentes que acompanhem seu estilo de vida  cada vez mais frenético, mas os produtos inteligentes não estão confinados apenas ao consumidor. A empresa First Wind, por exemplo, opera 16 parques  geradores de energia eólica  nos Estados Unidos e está fazendo experiências com softwares, sensores e controles que irão monitorar os ventos fortes para fechar as turbinas caso elas comecem a girar muito depressa, evitando danos. E no inverno, esses sistemas podem detectar se as turbinas estão congelando e, dessa forma, as aceleram para que joguem o gelo da neve para fora. Muito legal!  Bem que  meu carro podia detectar quando está nevando e automaticamente aquecer o para-brisas para acabar com aquele meu velho  ritual de degelá-lo toda a manhã.

A alta tecnologia está se infiltrando em nossas vidas através dos produtos com os quais interagimos e confiamos. Porém, nossas interações com a tecnologia não são muito visíveis, mas estamos chegando lá, e em alta velocidade.  É por isso que dispositivos como o carro inteligente e o assistente pessoal já estão na minha lista de Natal.  

 

 

As Crianças e as Tecnologias do Futuro

Alguém deveria anotar as ideias dos futuros usuários!

Beth Ambaruch, Corporate Communications da PTC USA

Não há dúvida  de que boa parte das indústrias desenvolve produtos para o público infantil e investe muito  no design e na inovação tecnológica para oferecer brinquedos, móveis para quartos, material escolar e equipamentos esportivos cada vez mais atraentes. Mas tanto os fabricantes como os pais dessas crianças raramente dão a elas a oportunidade de inovar por si mesmas e não têm o hábito de pedir a opinião delas sobre como os produtos deveriam ser.

Atualmente, a sociedade ocidental, e a norte-americana em particular, começa a prestar mais atenção a esse público, afastando-se da crença de que as crianças devem ser supervisionadas e não ouvidas. Trata-se de uma nova oportunidade para dar voz aos pequenos e devolver a eles a capacidade de utilizar suas habilidades para inovar no futuro.

Um artigo publicado recentemente numa revista norte-americana afirmou que se as crianças tivessem a oportunidade, poderiam oferecer aos profissionais ligados ao desenvolvimento de produtos  novas perspectivas para o design e tecnologia. Esse argumento faz sentido na medida em que as novas gerações já nascem sabendo utilizar aparelhos eletrônicos e navegar na internet antes mesmo de aprenderem a andar de bicicleta. Elas têm uma perspectiva global que se estende além da sua comunidade e estão conectadas a um mundo que as desafia a pensar como os produtos e serviços poderiam ser feitos e oferecidos.

Tive esta constatação durante um jantar com meus filhos gêmeos de 10 anos de idade. Eles se mostraram muito empolgados em compartilhar seus opiniões sobre design para um ambiente de trabalho eletrônico na escola, comparando-os a um iPad. Segundo os garotos, os computadores poderiam ser interativos, permitindo aos alunos se comunicar com os professores e também com estudantes do mundo todo. Isto resolveria inclusive  o problema dos temidos boletins endereçados aos pais, uma vez que todas as informações sobre seus filhos seriam compartilhadas através do portal.  Este portal também daria acesso a links para tutoriais quando houvesse necessidade de ajuda extra para um trabalho escolar, ou para quando o professor estivesse ocupado com outro aluno. Poderiam incluir  livros didáticos, com gráficos e vídeos.

Além disso, com o novo dispositivo eletrônico, as crianças poderiam marcar almoços, planejar atividades depois das aulas e se envolverem mais em competições escolares (matemática, estudos sociais, conhecimento geral) inclusive com crianças que moram em outras partes do mundo.

E, finalmente, a  característica “mais legal” desta plataforma seria a conexão entre ela e os computadores domésticos para que não houvesse necessidade de carregar cadernos e livros pesados em uma mochila.

Sei que já há uma empresa, a Latitude  Research, tentando colher ideias inovadoras para o futuro. Trata-se de uma consultoria internacional que oferece pesquisas sobre tecnologia criativa, e conteúdo sobre tendências e comportamentos emergentes de novos usuários. Recentemente, ela concluiu um estudo sobre as requisições infantis para computadores e internet, consultando mais de 200 crianças em todo o mundo com idades entre 10 e 12 anos. Para a pergunta: “O que você gostaria  que seu computador ou a internet permitisse fazer e que ainda não o faz?” , obteve as seguintes respostas:

“Gostaria de tocar as coisas que estão na tela – sentir e movê-las.”

“Queria um computador  3D e, ao invés  de um teclado, o controle seria  por voz.”

Quero uma interface que permita pesquisar, não pelo texto, mas pela imagem - e obter como resultado,  imagens nesse formato.”

 “Um laptop que pode ser usado em qualquer lugar, utilizando energia solar.”

Outra pesquisa da Latitude Research, chamada de Trash to Treasure, (algo como Do Lixo ao Tesouro) perguntou a crianças de seis a doze anos suas opiniões sobre gestão de resíduos, poluição e sustentabilidade, e quais seriam as soluções para reduzir, reutilizar e reciclar esses materiais.

Técnicos e designers que se preocupam com a inovação deveriam prestar mais atenção a discussões como essas. Afinal, boa parte das pessoas têm filhos e, portanto, têm a oportunidade de trocar ideias com eles sobre o assunto. Assim, quem sabe, o tal desktop eletrônico interativo idealizado pelos meus filhos poderia chegar ao mercado e às escolas bem antes do que se imagina.

 

 

Carreira Profissional: Hora de Balanço de Fim de Ano

Por Gladis Costa, Gerente de Marketing da PTC

“Escolha um trabalho que você goste e não terá que trabalhar um único dia em sua vida” – Confúcio

Além dos planos de frequentar uma academia, retomar o curso de inglês, fazer uma Pós, ou mudar de casa, pensar na carreira sem dúvida é uma importante questão para pensarmos nesta época do ano. Se este for o caso, algumas questões precisam ser avaliadas cuidadosamente: O que exatamente estamos procurando: mais dinheiro, reconhecimento ou qualidade de vida? Queremos ser um líder visionário ou liderar pessoas? O que estamos fazendo hoje que realmente nos dá prazer? Há muitas coisas que não gostamos de fazer em nosso trabalho? Nosso trabalho agrega valor para a empresa?

Nossa carreira é um portfólio de experiências. Precisamos ter certeza de que estas experiências nos tornam únicos, “muito bons” no que fazemos. Temos que fazer diferença no ambiente – vale uma pergunta: será que estamos usando todo o nosso potencial  ou nos sentimos subutilizados? Também precisamos nos perguntar quais são nossos valores. Quais são nossos objetivos de carreira, pois existem fatores tangíveis (localização geográfica, remuneração, cargo, perfil da empresa, vínculo empregatício) e intangíveis (cultura da empresa, estilo gerencial, tipo de chefe, ambiente organizacional, clima de trabalho, etc.).

É imprescindível dar uma avaliada no tipo de atividade que queremos realizar: há pessoas que gostam de fazer parte de uma equipe formal, outros preferem trabalhar como consultores e outros preferem gerir um negócio próprio. Nos três modelos precisamos considerar os aspectos favoráveis e desfavoráveis.  No caso do trabalho formal, por exemplo, um aspecto positivo seria contar com um rendimento fixo, que pode nos garantir uma situação econômica estável. Uma ameaça, por exemplo, seria trabalhar numa empresa onde inglês seja um requerimento obrigatório e você não é proficiente no idioma ou haver um excesso de profissionais no mercado com seu perfil, de novo voltamos à questão do diferencial.

Se você quer ser um consultor, um dos aspectos favoráveis é a estratégia de terceirização de várias áreas nas empresas e você, de posse de uma valiosa rede de contatos, pode ter muito sucesso neste caminho, porém, analisando o outro lado da moeda é preciso ter um excelente conhecimento na área escolhida: espera-se que um consultor esteja extremamente atualizado em sua área de atuação, leia-se cursos e certificações – um investimento contínuo na carreira. Também é preciso pensar no aspecto da negociação: como vender (e cobrar adequadamente) seu serviço? Como ter fôlego financeiro para digamos, 12 ou 18 meses? Lembre—se: amigos e parentes adoram usar estes serviços. Como proceder?

Se você opta por ter um negócio próprio, ter autonomia é ótimo, você pode ser dono de um negócio onde o nível de sofisticação seja um belo diferencial em relação à concorrência, mas como você se vê no aspecto comercial ou na gestão de pessoas? Pense: como é ser hóspede de uma pousada numa praia maravilhosa e ser dono desta pousada, durante o inverno, por exemplo? Como contratar e reter seus funcionários? Como saber gerenciar os pontos fracos e fortes de sua atividade?

Estas são apenas algumas questões que devemos analisar quando ou se decidirmos mudar de carreira, mas o cenário parece propício para mudanças, porque você quer crescer, ser feliz e fazer algo que gosta e estes objetivos representam os melhores motivos para sair deste lugar agora e começar o ano fazendo algo diferente e muito gratificante.

 

Do Azul para o Verde: A Jornada da Levi´s Rumo à Sustentabilidade

                     

 

Por Nancy Pardo*

Iconizada pelos atores Marlon Brando e James Dean, símbolos de rebeldia dos anos 1950, a marca de jeans Levi Strauss & Co  surgiu durante a época da corrida do ouro na Califórnia e acabou se tornando tão representativa da cultura norte-americana quanto a torta de maçã.  Durante muito tempo, a Levi´s associou sua identidade ao espírito pioneiro, à liberdade, e à contra-cultura, ainda que a mais recente campanha publicitária da companhia  - “Go Forth”, algo com “Siga em Frente” se pareça menos com contra-cultura e muito mais sobre como se vestir elegantemente  para ir trabalhar na cidade.

É uma campanha muito boa, mesmo que o “made in EUA”  pareça suspeito vindo de uma empresa que terceiriza bastante sua fabricação. Mas grandes anúncios por si só não vão manter uma marca no auge. Nos últimos anos, a Levi´s perdeu uma parte de sua fatia de mercado,  particularmente do público feminino, devido ao crescimento da concorrência de jeans low-end ou de preços elevados, classificados como “luxo”,  inundaram as prateleiras.

Então, o que fazer? A Levi´s apostou em uma palavra-chave para seu sucesso no futuro: sustentabilidade. E deseja realmente tornar-se uma potência e uma líder de mercado nesse sentido.

A  primeira coisa que o visitante do site da Levi´s  vê é o que a empresa está fazendo para melhorar a vida dos trabalhadores cambojanos que integram sua cadeia de fornecedores  e as políticas adotadas pela companhia  para o descarte de produtos químicos perigosos e para o uso consciente da água e da energia no processo de fabricação. Não é nada particularmente fascinante, mas é a forma de oferecer produtos em conformidade com as leis ambientais e sociais que os jovens estão procurando. 

Nesse sentido, no início de 2009, a Levi´s fez uma análise do ciclo de vida de seus produtos para descobrir como poderia se tornar mais sustentável. O estudo revelou que o consumidor usava 58% da energia e 45% água para manter sua calça jeans limpa durante o tempo de vida útil dessa peça de roupa.

A partir de então houve um crescimento da campanha intitulada “Cuidar do Nosso Planeta” voltada a incentivar os consumidores a lavar menos seus jeans e usar  água fria, e até optar pela lavagem a seco quando possível. E ainda doar as peças que não queriam mais a instituições beneficentes, para com isso evitar que acabassem sendo descartadas em aterros sanitários.  A Levi´s também fez várias outras iniciativas ligadas a  reciclagem, uma das quais envolve a reutilização de jeans velhos.  

Recentemente a companhia lançou uma nova linha de roupas feitas a partir de garrafas recicladas e bandejas de comida. Os jeans e jaquetas da coleção denominada “Levi´s Waste<Less”,  “ Levi´s com Menos Desperdício”, numa tradução livre, ” irá conter no mínimo 20% de material reciclado pós-consumo, ou cerca de oito garrafas por uma calça jeans e estará disponível na primavera de 2013.

Com a ajuda de parceiros da empresa, garrafas de cerveja marrom, garrafas verdes de refrigerante, garrafas claras de águas e bandejas escuras de comida são coletadas através de programas de reciclagem municipais em todo o país (EUA), e posteriormente são classificadas por cor, processadas em flocos, e que acabam se transformando  numa fibra de poliéster que é misturada ao algodão.

A iniciativa vem ao encontro de outra, intitulada “Water Levi´s Less”, ou “Levi´s com Menos Água”,  que utiliza uma técnica especial de acabamento destinada a reduzir o consumo de água no processo de acabamento de até 96% para alguns modelos de roupas.

Desperdício de água e poluição são questões importantes para empresas de vestuário e têxteis, especialmente para aquelas que estão na China, que recentemente sofreram ataques de grupos como o Green Peace. Isso porque a fabricação de produtos têxteis tem uma forte conotação ambiental, na medida em que podem chegar a poluir até 200 toneladas de água por tonelada de tecido, despejando  nos rios um conjunto de substâncias químicas nocivas, além de  consumir quantidades enormes de energia, segundo avaliou o instituto National Resources Defense Council  (NRDC).

A Levi´s, em conjunto com outros grandes varejistas como Walmart, Gap,  Nike e H&M, está trabalhando com o NRDC para reduzir o impacto ambiental das fábricas têxteis na China. E em seu site, a companhia apresenta um de seus maiores fornecedores: a fábrica no México que é capaz de reciclar cerca de 75% de sua água, direcionando-a para outros processos de produção, para uso em banheiros e irrigação dos jardins.

O compromisso da Levi´s com a sustentabilidade é impressionante. E com 15 milhões de fãs em sua página no Facebook, seguramente está fazendo algo certo. Em outubro a empresa anunciou outra iniciativa para reduzir gases de efeito estufa em seus escritórios, lojas, centros de distribuição e instalações de fabricação, além do compromisso de utilizar 20% da energia renovável em toda a empresa até 2020.  

Você acha que a estratégia de sustentabilidade da Levi´s pode dar retorno? Qual é a abordagem da sua empresa para este assunto?

 *Nancy Pardo é editora chefe e responsável pela newsletter corporativa e pelo blog Product Lifecycle Stories da PTC/EUA